Mais um encontro do projeto Expresso Leitura reforçou o poder da literatura como instrumento de transformação social e fortalecimento de vínculos. A iniciativa, desenvolvida em parceria entre o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e a Defensoria Pública do Estado (DPE), promove, quinzenalmente, rodas de leitura que ampliam o acesso à cultura, estimulam a escuta e incentivam a construção de narrativas próprias por pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A atividade mais recente foi realizada na última sexta-feira (24), no prédio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caop), reunindo participantes de diferentes trajetórias em um ambiente de acolhimento e partilha. A mediação ficou a cargo da promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, Alexandra Beurlen, e do professor da Universidade Federal de Alagoas Antônio Carlos Sobrinho, que conduziram as reflexões e estimularam o diálogo junto ao público presente.
Durante o encontro, os participantes compartilharam percepções sobre o significado da leitura em suas vidas, revelando experiências marcadas por desafios, descobertas e processos de autoconhecimento. A roda se consolidou como um espaço de escuta ativa, onde cada história encontrou acolhimento e onde a palavra ganhou força como ferramenta de expressão e reconstrução de trajetórias.
“Mais do que incentivar o hábito da leitura, o Expresso Leitura propõe uma vivência coletiva em que os participantes bebem da literatura como fonte de reflexão, sensibilidade e pertencimento. A proposta é justamente transformar o livro em ponte, entre silêncio e fala, entre invisibilidade e protagonismo”, declarou Alexandra Beurlen.
A iniciativa, segundo ela, também tem reforçado o papel das instituições do sistema de Justiça na promoção de direitos fundamentais, como o acesso à cultura, à educação e à dignidade humana, alinhando-se a princípios previstos na Constituição Federal de 1988, que assegura a todos o pleno exercício dos direitos culturais.
Para Jaelson Alexandre, que recebe assistência da Casa de Ranquines, leituras de Osho e da espiritualidade são as suas preferidas: “Acalma, e é como se os autores soubessem o que você está passando. Às vezes sinto a presença do próprio mestre ao meu lado. Eu gosto muito de ler, vou muito à biblioteca pública. Ainda estou procurando me conhecer, o que eu vim fazer nesse mundo. Difícil lidar com o ser humano, consigo mesmo”, disse ele.
Ao final do encontro, além das leituras compartilhadas, os participantes foram convidados a produzir textos para o próximo encontro sobre a temática do amor, dando continuidade ao processo de criação e fortalecimento da autonomia por meio da escrita.





























