A força-tarefa formada pelos Ministérios Públicos do Estado de Alagoas (MPAL), Federal (MPF) e do Trabalho (MPT) e Defensoria Pública Estadual (DPE) retomou os trabalhos de fiscalização das escolas municipais que ofertam o programa de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), em Maceió.
Nas Escolas Professora Eulina Ribeiro Alencar e Professor Lenilton Alves Santos, o MPAL, por meio da Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos, constatou situações de atraso na distribuição de fardamento e de material escolar, falta de profissionais de apoio para alunos com deficiência e falta de estrutura física de acessibilidade.
Na Escola Professor Lenilton Alves Santos, a rua da escola estava escura, sem iluminação pública adequada, causando situação de insegurança. Além disso, havia sacolas de lixo espalhadas pela calçada.
“Como é que tem na porta da escola uma quantidade de lixo dessa, cheio de barata, um ambiente dessa forma? A porta da escola sem energia elétrica, expondo os que saem à noite, numa situação dessa de insegurança”, questionou a promotora de Defesa dos Direitos Humanos, Alexandra Beurlen.
Segundo ela, o EJAI é uma modalidade de educação necessária para o exercício da cidadania. “As pessoas que precisam dessa educação hoje, na modalidade fora de faixa etária, tiveram seu direito à educação violado no passado. Foram crianças e adolescentes que precisaram trabalhar, que se casaram, e esse momento é de reparação desse direitos, de resgate desse direito. Por isso, deve ser oferecida uma educação de qualidade”, defendeu a promotora de Justiça.
Capacitação
Na Escola Professor Lenilton Alves Santos, em parceria com o Senai, os alunos estavam em uma atividade de capacitação do curso de pintura de paredes no momento da fiscalização. “Eu tô aprendendo a pintar, isso é uma profissão boa”, disse o aluno Jailson da Silva. “O meu sonho é aprender cada dia mais, né? Minha aprendizagem nessa vida tem que cada dia evoluir mais”, destacou o aluno Antônio Araújo. “Quero aprender mais a ler, terminar o curso, e aprender mais”, afirmou a aluna Cícera Conceição, que também fazia o curso de pintura.




















































