Sistema Plid/AL localizada família de adolescente que morava nas ruas de Pilar há um mês

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O Programa de Identificação e Localização de Pessoas Desaparecidas de Alagoas (Plid/AL) foi concebido a partir da preocupação do Ministério Público do Estado (MPE/AL) com dezenas de família alagoanas que possuem parentes que sumiram sem deixar vestígios. Lançado oficialmente há sete meses, ele vem apresentando excelentes resultados na busca dessas pessoas e, nesta quarta-feira (4), conseguiu solucionar mais uma situação. Após ser acionada, a busca ativa do sistema localizou a família de uma adolescente que vagava pelas ruas da zona rural da cidade de Pilar há cerca de um mês.

A coordenadora do Plid/AL, promotora de justiça Marluce falcão, explicou que o sistema o sistema funcionou, mostrando eficiência e rapidez na solução de desaparecimentos de pessoas. “Soubemos de uma adolescente, perdida na zona rural de Pilar, vagando pelas ruas, dormindo em terrenos baldios e matas da região. Ela só sabia apenas seu primeiro nome e o da mãe. Estava desorientada e parecia ter algum tipo de distúrbio mental. Assim, a Secretaria de Assistência Social do Município a levou a um abrigo e acionou a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência, que faz parte da rede que compõem o Plid/AL. Acionada a rede, a coordenação entrou em contato com a Polícia Civil de Alagoas para que fosse localizado um boletim de ocorrência noticiando o desaparecimento. De imediato o Ministério Público, por meio do promotor de justiça Silvio Azevedo, titular da Promotoria de Justiça de Pilar, foi contactado para acompanhamento do caso”, contou.

A promotora de justiça contou ainda que após localizado o boletim de ocorrência foi possível encontrar os familiares da Adolescente na Cidade de Palmeira dos Índios/AL, o que ressalta a importância do registro do desaparecimento numa Delegacia de Polícia. “Com apenas o primeiro nome da menor e de sua mãe foi realizada uma busca nos boletins de ocorrência cadastrados, sendo encontrado um caso com nomes semelhantes. Realizados os contatos com a família, descobrimos que a adolescente era da cidade de Palmeira dos Índios e que teria fugido do Hospital Portugal Ramalho, onde estava internada na capital alagoana", lembra a promotora Marluce Falcão.

O Promotor da Infância e Juventude da Cidade de Palmeira dos Índios, Thiago Chacon, passou a acompanhar o caso, sendo a adolescente entregue a seus familiares por meio do Conselho Tutelar que foi acionado. “A busca imediata, adotada pelo Plid/AL, a partir do conhecimento da situação de risco da menor e do desaparecimento de seus familiares, que já ocorria há mais de 20 dias, proporcionou um final feliz.”, disse Marluce Falcão.

Os fatos que envolveram o desaparecimento da menor do Hospital Psiquiátrico será apurado pelo Promotor de Justiça Ubirajara Ramos, que integra o Plid/AL e é coordenador do Núcleo da Infância e Juventude/CAOP. Ainda segundo os relatos da mãe aos membros do Ministério Público, quando desapareceu a adolescente havia sido levada de Palmeira dos Índios para ser internada na unidade de saúde em Maceió. A direção alega ter comunicado a polícia a ocorrência.

“Vamos acompanhar de perto esta situação. Queremos saber da direção da unidade de saúde como essa adolescente desapareceu, se uma sindicância interna está sendo feita para investigar todos os fatos e o que foi apurado até agora, com o fim de que seja evitadas outras fugas. Tudo isso será esclarecido”, afirmou Marluce Falcão.

Já a situação da adolescente e seu núcleo familiar será acompanhado de perto pelo promotor de justiça Thiago Chacon.

Estruturação

O Plid/AL tem caráter permanente e integra o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (SINALID). Sua criação só foi possível depois que o procurador-geral de justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, assinou um acordo de cooperação técnica6 com o Conselho Nacional.

A coordenadora do Plid/AL explicou que o sistema analisa atualmente 1818 boletins de ocorrência encaminhados pela Polícia Civil, referentes aos casos de pessoas desaparecidas no estado nos últimos cinco anos, os quais estão sendo cadastrados no SINALID. “Ainda estamos estruturando a rede de busca ativa, mas já estamos atuando com a SEPREV, Perícia Forense de AL, Polícia Civil e demais órgãos da segurança pública, com atuação efetiva das instituições públicas e privadas de Abrigamento Coletivo e Assistência Social”, disse.

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