Estar próximo da sociedade como instituição humana, acessível, comprometida com a efetivação de direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal e pela legislação em vigor, como também ouvir atentamente e receber as demandas para qualificar sua atuação perante os órgãos públicos. Foi com esse objetivo que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, realizou, nesta terça-feira (19), um encontro de acolhimento, diálogo e fortalecimento da rede de apoio às crianças atípicas e suas famílias, voltado para mães que vivenciam esse contexto.

O encontro foi sediado no Fórum do Poder Judiciário de Rio Largo e contou com uma palestra sobre autismo, participação de representantes do município e um café em celebração ao “Abril Azul” e ao Dia das Mães.

“Todos os meses nós fazemos um encontro com mães que buscam garantir os direitos aos filhos que precisam de cuidados especiais. É nesses momentos que ouvimos diretamente delas quais são as principais demandas, as principais necessidades e, assim, podemos direcionar a atuação do MPAL em busca de melhorias que garantam os direitos assegurados a elas e aos seus filhos”, pontuou a promotora de Justiça Louise Teixeira, titular da 2ª PJ de Rio Largo.

“Por mais que a gente se coloque no lugar dessas mães, somente elas sabem o que passam no dia a dia, com desafios emocionais, físicos, financeiros e sociais, mas, mesmo assim, seguem lutando sem nunca desistir de seus filhos. Elas precisam sempre transformar dor em força, cansaço em resistência. Por isso, o Ministério Público precisa estar próximo como instituição comprometida com a concretização de direitos fundamentais”, defendeu a promotora de Justiça, acrescentando que crianças autistas precisam de respeito e inclusão.

Na oportunidade, profissionais da Clínica Motivo, que promove terapias para crianças nessa condição, proferiram uma palestra com o tema “Autismo e seus desafios” e ressaltam que, no Brasil, de acordo com dados do IBGE (2025), 2,4 milhões de pessoas têm diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que equivale a 1,2% da população. A maior prevalência de autismo é, ainda segundo o IBGE, entre meninos e crianças de 5 a 9 anos, o que se refere a cerca de 1 a cada 38 crianças nessa faixa etária.