O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking da exploração sexual de crianças e adolescentes e o abuso sexual é uma das maiores bandeiras de enfrentamento levantadas pelo Ministério Público de Alagoas, na capital e no interior. Por esse combate ferrenho, na manhã desta quinta-feira (15), em Arapiraca, representado pela promotora de Justiça Viviane Farias, titular da Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência, participou, com a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil ( DINPOL), chefiada pelo delegado Rodrigo Temóteo, do cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de um homem suspeito de catalogar mais de 300 arquivos, entre fotos e vídeos. Um aparelho celular foi subtraído e o proprietário levado para prestar depoimento.
No Agreste alagoano, ações do MPAL já levaram à prisão alguns estupradores e a promotora Viviane Farias assegura que a luta será incansável.
“Nossa missão é proteger esse público infantojuvenil, denunciar e pedir a condenação desses indivíduos que têm cometido exploração e abuso sexual contra meninas e meninos, interrompendo a infância, causando traumas muitas vezes irreversíveis quando a violência não culmina em morte. E não somente no mês de maio que foi escolhido para conscientizarmos a sociedade, é um enfrentamento contínuo. Nesta manhã, com a equipe do delegado Rodrigo Temóteo, estivemos na casa de um homem apontado como responsável por adquirir, possuir e armazenar conteúdo pornográfico envolvendo criança e adolescente. O mesmo foi conduzido à delegacia, onde o interrogamos. As investigações não encerraram e o nosso intuito é identificar e punir quem tiver essa obsessão e utilizar corpos de crianças e adolescentes para comercialização ou satisfação sexual”, destaca a promotora.
O indivíduo, ao ouvir a polícia, correu e se descartou o aparelho celular, onde deve estar todo acervo que o incrimina, em um balde com água.
“A ação dele já é uma prova de que no aparelho há coisas ilícitas, mesmo assim o celular foi trazido para tentarmos resgatar possíveis imagens de exploração sexual”, afirma a promotora.
Foto: PCAL
