A acusação feita pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), nessa terça-feira (18), levou o Tribunal do Júri a condenar a 22 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado, o réu Victor Emanuel Silva de Souza, acusado pelo estupro, homicídio e ocultação de cadáver da menina A. C. dos S. S., de apenas 9 anos de idade, crime ocorrido na cidade de Branquinha em 21 de janeiro de 2025. O júri foi realizado no Fórum de Murici.
Com atuação da promotora de Justiça Ilda Regina Reis, da Promotoria de Justiça de Murici, responsável pela acusação em plenário, o MPAL sustentou que Victor Emanuel Silva de Souza deveria ser condenado pela prática de quatro crimes: homicídio qualificado, estupro de vulnerável, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
O Conselho de Sentença confirmou a condenação por homicídio com quatro qualificadoras: emprego de meio cruel; utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima; prática do crime contra menor de 14 anos; e ocultação do corpo para assegurar a impunidade de outro crime. Porém, absolveu o réu dos crimes de estupro e corrupção de menores.
Durante o depoimento como testemunha, a avó da criança, Maria Aparecida dos Santos, disse que a menina gostava de brincar, ia para a escola e para a igreja. No dia do ocorrido e nos dias seguintes, ela e outros familiares fizeram buscas para tentar encontrar a criança.
No primeiro dia do desaparecimento, segundo ela, o adolescente que levou a criança até o local do crime também participou das buscas com a família. O rapaz, que cumpre medida socioeducativa na Superintendência de Medidas Socioeducativas (SUMESE), em Maceió, também foi ouvido como testemunha e confirmou como a menina foi morta por Victor Emanuel após ter sido estuprada por ambos.
O réu Victor Emanuel está preso desde janeiro de 2025, após o crime, e permanecerá no sistema prisional para cumprimento da pena imposta no júri dessa terça-feira.




