O crime bárbaro que chocou o Sertão levará ao banco dos réus, nesta quinta-feira (14), três pessoas denunciadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) pelo assassinato da pequena Ana Clara Firmino da Silva, de 12 anos. Um ano após o ocorrido, o promotor José Antõnio Malta Marques sustentará as qualificadoras, pedindo a condenação por feminicídio , em relação a Ana Clara, e de tentativa de homicídio triplamente qualificado contra um adolescente que, também, foi atacado violentamente.

Para lembrar o caso, Ana Clara foi assassinada por vingança planejada por um rapaz que nutria interesse por ela e teria se sentido rejeitado. Ao avistá-la conversando com um jovem, revoltado, começou a persegui-la.

“Um crime estarrecedor e o Ministério Público utilizará todos os recursos para que os autores sejam punidos por tamanha estupidez. Eles esbarraram a vida de uma menina que sequer teve o privilégio de vivenciar a adolescência, por um motivo fútil. É preciso acabar com essa cultura de posse, o homem precisa saber ouvir e aceitar um não. Nesse caso, o acusado, à época do crime, com 20, e a vítima com 12. Estaremos sustentando as qualificadoras, fortalecendo o crime de feminicídio”, destaca o promotor José Antônio Malta Marques.

Durante a madrugada do dia 3 de janeiro de 2025, dia de festa da padroeira da cidade, Ana Clara e três amigos estavam próximos a uma creche quando foram surpreendidos pelos três criminosos em um carro prata. Dois adolescentes conseguiram fugir, mas Ana Clara e o outro jovem foram atacados.

O rapaz, mesmo esfaqueado conseguiu escapar, enquanto a menina foi brutalmente assassinada com golpes de faca. Reforçando toda instinto de crueldade, o acusado deixou a arma deixada cravada em suas costas.

Após o assassinato, friamente, os envolvidos retornaram às suas casas como se nada tivesse acontecido.

Além do acusado de aplicar os golpes, outro denunciado de 23 anos e uma mulher de 26 serão julgados por participação. Em maio de 2025, quatro meses após, o Instituto de Criminalística de Arapiraca executou a reprodução simulada do crime para esclarecer contradições entre os acusados.