Um momento único, um encontro especial para membros e servidores interagirem, permitirem uma aproximação maior, serem conhecidos além da instituição. O Ministério Público de Alagoas (MPAL), com essa percepção, por meio da Comissão de Saúde Mental, levou, nessa quarta-feira (27), o projeto “Café com Escuta”, conduzido pelas procuradoras de Justiça Sandra Malta Prata Lima e Silvana Abreu, presidente e vice-presidente respectivamente. Com elas, as psicólogas Luciana Dantas e Laís Macedo Vilas Boas, e a assistente social Jediane Freitas. Os promotores de Justiça da Comarca, Lídia Malta, João Batista Filho, Paulo Roberto Filho e Marlisson Andrade participaram do café.
O café iniciou com a procuradora Sandra Malta pedindo a todos que se apresentassem para despertar a sensação de coletividade, de acolhimento. Ela explicou que o projeto surgiu em consequência de outro projeto institucional, o “Setembro Amarelo” e sobre a preocupação da comissão de Saúde Mental com o bem-estar de todos. De forma acolhedora ela reconheceu que todos vivem momentos de turbulências e que não é fácil deixar a família, os filhos, ressaltando que a pressão do mundo tem deixado as pessoas psicologicamente afetadas. Sugeriu que eles passassem a fazer reuniões, cafés ou lanches compartilhados e citou Romanos 12-2.
“Hoje proporcionamos mais uma edição do Café com Escuta e a resposta que nós tivemos dessa interação, desse momento de acolhimento, importantíssimo, foi além das expectativas. Cada um vivenciou uma experiência bem diferente e bem verdadeira. Hoje foi mágico, houve uma entrega maior com muito diálogo. Foi perceptível o olhar fraterno em cada membro e servidor ao parar pra ouvir a história do outro, na verdade, parados para conhecer o que até hoje era desconhecido. No Café com Escuta houve leveza, respeito às experiências e aos sentimentos que fazem parte da nossa instituição”, destaca a procuradora de Justiça Sandra Malta.
No olhar do promotor de Justiça Paulo Roberto Filho, a preocupação com a saúde mental de membros e servidores é de suma importância. Ele reconhece a ação como sinônimo de amparo.
“Achei uma iniciativa muito interessante da gestão superior do Ministério Público, porque, de fato, promove, traz uma maior humanidade para o ambiente de trabalho, nós passamos a saber de histórias de pessoas que trabalham do nosso lado, que sequer fazíamos ideia, e isso faz com que a gente olhe cada um com uma empatia maior, e também é interessante essa preocupação com a saúde mental, tanto do membro quanto dos servidores, dos outros colaboradores, porque o mundo cobra muito de nós. Razão pela qual também acabamos cobrando muito da gente, então quando a gestão tem essa preocupação de trazer um encontro desse, demonstra que está preocupado com seus integrantes”, declara o promotor.
As psicólogas e assistente social aplicaram dinâmicas provocando a apresentação individual, uma autoavaliação, o falar sobre a vida. Afirmando que o momento servia, especialmente, para aprender a pensar na necessidade de cuidar da saúde mental. A mensagem das profissionais foi a de que “ não podemos transformar o mundo, mas podemos transformar a situação”. Para elas, a finalidade do encontro era levar esperança, sem traçar uma meta, mas iniciar um novo caminho. E reforçaram que isso pode começar com a integração, com a aproximação maior entre os servidores que formam o Ministério Público em Penedo.
Foram histórias emocionantes, desabafos, aquela oportunidade de se fazer ouvir. De perceber que ali estavam pessoas com o intuito exclusivo de ajudar. Membros, servidores, estagiários, colocaram suas vidas pessoais numa “xícara” só, compartilhada.
Durante os depoimentos, o servidor Rodrigho Rios, além de relatar sua trajetória de vida, mostrou-se feliz com a recepção que teve no Ministério Público. Segundo ele, algo que o fez enxergar um diferencial.
“Esse momento aqui é muito importante, é especial, pela primeira vez estamos juntos com esse propósito de nos conhecer melhor. Aproveito para afirmar que descobri ter feito a escolha certa, vindo trabalhar no Ministério Público, quando fui ao RH. Senti-me superacolhido, tive uma recepção que me causou reflexões, até porque já passei por outro órgão e não identifiquei esse calor humano por lá”, enfatizou o servidor.
O encontro foi finalizado com um abraço coletivo.
Texto: Dulce Melo
Fotos: Anderson Macena





















































