{"id":9908,"date":"2018-03-22T10:22:32","date_gmt":"2018-03-22T13:22:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=9908"},"modified":"2022-06-20T10:24:00","modified_gmt":"2022-06-20T13:24:00","slug":"em-evento-de-combate-ao-preconceito-de-cor-ministerio-publico-se-compromete-a-criar-gt-para-trabalhar-pela-igualdade-racial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=9908","title":{"rendered":"Em evento de combate ao preconceito de cor, Minist\u00e9rio P\u00fablico se compromete a criar GT para trabalhar pela igualdade racial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8216;Ay\u00ea -di\u00e1logo preto: Entre os saberes e os fazeres na implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas para a igualdade racial\u201d. Esse foi o nome do evento que ocorreu na manh\u00e3 desta quinta-feira (22), no pr\u00e9dio-sede do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Alagoas (MPE\/AL), para debater a\u00e7\u00f5es de combate ao preconceito de ra\u00e7a e iniciativas que possibilitem a paridade de espa\u00e7o e oportunidades para brancos e negros em Alagoas. Uma das sugest\u00f5es apresentadas foi a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho (GT) para atuar, em todo o estado, na defesa da popula\u00e7\u00e3o preta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Idealizado em parceria entre o \u00f3rg\u00e3o ministerial e o Instituto Ra\u00edzes de \u00c1fricas, o evento foi conduzido pelo procurador-geral de justi\u00e7a, Alfredo Gaspar de Mendon\u00e7a Neto, e pela professora Ar\u00edsia barros, presidente daquela entidade.\u201cTemos v\u00e1rios promotores negros e todos se tornaram exemplos na institui\u00e7\u00e3o. Em suas hist\u00f3rias de vida, eles\u00a0 tiveram que superar obst\u00e1culos para conquistar seus cargos e ultrapassaram todas essas barreiras, mostrando que venceram as adversidades e o preconceito. E como sabemos que cor n\u00e3o define car\u00e1ter e compet\u00eancia de ningu\u00e9m, defendemos que discuss\u00e3o exista sempre, e alguns dos caminhos para a transforma\u00e7\u00e3o social que buscamos s\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o e as parcerias com os movimentos que trabalham no combate ao racismo\u201d, afirmou o chefe do MPE\/AL.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cInclusive, para mostrar o nosso compromisso com a igualdade racial que defendemos, quero inform\u00e1-los que o concurso para novos servidores do Minist\u00e9rio P\u00fablico ter\u00e1 cota para negros. O edital que est\u00e1 sendo preparado prev\u00ea 20% das vagas para cargos com mais de tr\u00eas assentos. E essa inclus\u00e3o n\u00e3o vai ocorrer apenas porque o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 o fiscal da lei. Ela acontece est\u00e1 aplicado, e n\u00e3o \u00e9 um processo de inclus\u00e3o simplesmente em determinando segmento social. Estamos consciente do nosso papel nesse processo e sabemos da import\u00e2ncia de eventos como este que estamos realizando em parceria. A institui\u00e7\u00e3o tem um olhar amplo e de aprendizado para fortalecer os direitos do cidad\u00e3o e tem trabalhado para fortalecer a inclus\u00e3o, por meio da conscientiza\u00e7\u00e3o de seus servidores e membros\u201d, revelou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O promotor de justi\u00e7a Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Malta Marques, coordenador do Centro de Apoio Operacional \u00e0s Promotorias de Justi\u00e7a (Caop), tamb\u00e9m ressaltou o compromisso social da institui\u00e7\u00e3o em defesa dos negros. \u201cPodem ficar certos que todos n\u00f3s estamos imbu\u00eddos do prop\u00f3sito de buscar justi\u00e7a para tudo aquilo que envolva a popula\u00e7\u00e3o negra. A sociedade vai receber essa resposta do Minist\u00e9rio P\u00fablico, afinal, n\u00e3o podemos silenciar diante dos crimes de racismo e \u00f3dio\u201d, garantiu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Ivaldo Silva, promotor da cidade de Cacimbinhas, comp\u00f4s a mesa de honra e falou do orgulho de participar de uma atividade que discutiu o combate a discrimina\u00e7\u00e3o racial. \u201cMuito me honra ser um homem de pele preta. Quero dizer que fui imensamente bem acolhido nesta institui\u00e7\u00e3o e nunca me senti destratado ou diferente por causa da minha cor. Ent\u00e3o, n\u00e3o me surpreende que o Minist\u00e9rio P\u00fablico esteja discutindo este tema, ele \u00e9 democr\u00e1tico e prega a igualdade\u201d, disse ele.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cFalo hoje aqui com o cora\u00e7\u00e3o, como um homem que, durante a vida toda, sentiu na pele o racismo. \u00c9 por isso que \u00e9 t\u00e3o fundamental discutir este tema todos os dias. E o Minist\u00e9rio P\u00fablico pode ser esse bra\u00e7o forte na busca do estabelecimento de diretrizes que preguem a paridade de direitos e deveres. E mais, a uni\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es e entidades deve seguir firme para que as conquistas sejam fortalecidas cada vez mais\u201d, argumentou o promotor de justi\u00e7a Almir Cresc\u00eancio, chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justi\u00e7a.\u00a0As diferen\u00e7as, sejam elas de cor, credo, g\u00eanero, devem nos aproximar e n\u00e3o nos afastar. Um debate como esse deixa essa mensagem, de que todos somos iguais perante a lei\u201d, tamb\u00e9m discursou Fl\u00e1vio Gomes da Costa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Alagoas (Ampal).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cFoi um prazer estarmos nesse evento. E isso s\u00f3 aconteceu porque o Instituto Ra\u00edzes de \u00c1frica tem tido um bom di\u00e1logo com o procurador-geral de justi\u00e7a, Alfredo Gaspar. Ele tem entendido que \u00e9 preciso abrir espa\u00e7os, a exemplo desse aqui no com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, para que falemos dos nossos problemas e ang\u00fastias. Quer\u00edamos dizer a voc\u00eas que o racismo n\u00e3o \u00e9 um problema somente de n\u00f3s pretos, ele \u00e9 problema social e faz mal a milh\u00f5es de pessoas. Somos mais de 60% dos brasileiros e, ainda assim, sofremos tanta discrimina\u00e7\u00e3o. Viemos aqui pedir ao MP para que ele ande de m\u00e3os dadas conosco, omo um grande quilombo, na busca por justi\u00e7a social\u201d, sugeriu Ar\u00edsia Barros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">GT de promotores de justi\u00e7a\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Maria Bernadete Lopes, psic\u00f3loga e especialista em comunidades tradicionais do estado de Pernambuco, foi uma das palestrantes do evento. Ela sugeriu que o Minist\u00e9rio P\u00fablico criasse um grupo de trabalho para ajudar os povos quilombolas de Alagoas. \u201cSabemos que as comunidades tradicionais, como quilombolas, \u00edndios e ciganos s\u00e3o de responsabilidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. No entanto, l\u00e1 em Pernambuco, n\u00f3s conseguimos convencer os promotores de justi\u00e7a que eles poderiam ser \u00fateis nesse processo de garantia de direitos. Ent\u00e3o, eles acabaram se aliando ao MPF e formaram um GT que deu suporte a muitas demandas desses povos. Atuaram junto as pol\u00edcias, as secretarias com atribui\u00e7\u00e3o na esfera social e at\u00e9 perante o Incra. Foi uma grande experi\u00eancia que deu certo. Recomendo que isso seja replicado em Alagoas\u201d, sugeriu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cO Minist\u00e9rio P\u00fablico est\u00e1 de portas abertas para criar esse GT. \u00c9 voc\u00eas nos orientaram sobre os caminhos que devem ser percorridos para a sua formaliza\u00e7\u00e3o\u201d, declarou Alfredo Gaspar de Mendon\u00e7a Neto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O evento contou ainda com palestras da jornalista e mestranda da USP Mait\u00ea Freitas, do cientista social da Ufal Carlos Martins e da atriz Kenia Maria que falaram, respectivamente, sobre \u2018Direito \u00e0 mem\u00f3ria\u201d, \u201cA constru\u00e7\u00e3o de um pensamento de seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil\u201d e \u201cVidas negras\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cDefendo que haja a desmilitariza\u00e7\u00e3o no Brasil, que aconte\u00e7a uma forma\u00e7\u00e3o continuada de policiais sobre as dimens\u00f5es do racismo institucional e os males que ele provoca, o redirecionamento das concep\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica para que as a\u00e7\u00f5es governamentais sejam mais articuladas e a implementa\u00e7\u00e3o das propostas aprovadas nas confer\u00eancias que discutem igualdade racial\u201d, alegou o professor Carlos Martins em sua explana\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">J\u00e1 Mait\u00ea Freitas aproveitou a ocasi\u00e3o para falar sobre o caso da vereadora Marielle Franco, assassinada na semana passada, no Rio de Janeiro. \u201cChama-me a aten\u00e7\u00e3o como o caso da Marielle vem sendo deturpado. Ela n\u00e3o era uma mulher qualquer, a sua morte n\u00e3o foi simplesmente mais uma. Foram 46 mil pessoas q votaram no ideal que a vereadora representava. Quantas mulheres negras se sentiram mortas depois daquele crime t\u00e3o covarde? A mem\u00f3ria de Marielle precisa ser mantida viva para que continuem sendo leg\u00edtimas as causas abra\u00e7adas por ela, que s\u00e3o aquelas mesmas defendidas por tantas negras da periferia. Exigimos que nossas vidas sejam preservadas e que n\u00e3o nos julguem por causa da cor\u201d, declarou a jornalista.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9909,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-9908","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9908","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9908"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9908\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9910,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9908\/revisions\/9910"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}