{"id":6547,"date":"2016-11-22T11:45:17","date_gmt":"2016-11-22T13:45:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=6547"},"modified":"2022-05-26T11:45:36","modified_gmt":"2022-05-26T14:45:36","slug":"fpi-desmonta-rinha-de-galos-e-liberta-animais-vitimas-de-maus-tratos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=6547","title":{"rendered":"FPI desmonta rinha de galos e liberta animais v\u00edtimas de maus tratos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O clima buc\u00f3lico de uma pequena ch\u00e1cara \u00e0s margens da represa de Paulo Afonso, no povoado de S\u00e3o Jos\u00e9, mais conhecido como \u2018Valei-me\u2019, a 35 km do Centro do munic\u00edpio de Delmiro Gouveia &#8211; Sert\u00e3o alagoano, n\u00e3o foi suficiente para esconder v\u00e1rios crimes ambientais flagrados pela Fiscaliza\u00e7\u00e3o Preventiva Integrada do Rio S\u00e3o Francisco da Tr\u00edplice Divisa (FPI).\u00a0No local, a equipe da Fauna constatou crimes de maus tratos contra animais, constru\u00e7\u00e3o irregular em solo proibido e funcionamento de estabelecimento poluidor sem licen\u00e7a ou inspe\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Por todos esses il\u00edcitos ambientais, o propriet\u00e1rio da ch\u00e1cara, Fl\u00e1vio Ant\u00f4nio Queiroz, foi multado pelo IMA e pelo Ibama. Somadas, as san\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias chegaram a R$ 65 mil reais. Ele tamb\u00e9m foi autuado por posse ilegal de arma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>As rinhas de galo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A prioridade rural era um disfarce para a cria\u00e7\u00e3o e treino de galos de briga.\u00a0 A equipe da fauna contabilizou 90 animais trancafiados em pequenas gaiolas. Em pelo menos 54 deles, foram constatados maus tratos. Alguns, inclusive, estavam com as esporas serradas, cristas abertas e falhas de penas pelo corpo, que s\u00e3o sinais claros da participa\u00e7\u00e3o em rinhas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Segundo os t\u00e9cnicos, essas caracter\u00edsticas s\u00e3o t\u00edpicas de animais que \u00a0recebem treinamento e depois s\u00e3o colocados para brigar. &#8220;Claro que criar galos n\u00e3o \u00e9 proibido. O que \u00e9 contr\u00e1rio a lei \u00e9 maltratar animais, o que foi o caso desta situa\u00e7\u00e3o. Achamos aqui v\u00e1rios apetrechos utilizados nos treinos de animais que s\u00e3o colocados para participar de rinhas e muitos galos est\u00e3o bastante machucados. V\u00e1rios possuem cicatrizes na face, na crista e faltam penas no corpo. Por isso, est\u00e3o configurados os maus tratos&#8221;, explicou o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Isaac Albuquerque.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8220;E os galos tamb\u00e9m apresentavam cicatrizes na face. Na verdade, essas feridas s\u00e3o provocadas de forma proposital por meio de uma t\u00e9cnica chamada escarifica\u00e7\u00e3o, que consiste em machucar o rosto do animal com uma esp\u00e9cie de ralador. Assim, ferindo v\u00e1rias vezes, calos come\u00e7am a surgir e eles deixam as faces dos galos mais fortes para as rinhas. E isso \u00e9 uma crueldade&#8221;, explicou Isaac Albuquerque.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Material encontrado<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Na ch\u00e1cara, al\u00e9m dos animais e do material utilizado para o treinamento das brigas, tamb\u00e9m foram encontrados medicamentos veterin\u00e1rios vencidos e acondicionados indevidamente, tudo dentro de uma rinha m\u00f3vel. \u201cEles alegaram que aqui funcionava apenas uma esp\u00e9cie de centro de treinamento, negando que era uma rinha de galos. Mas, pra gente, isso n\u00e3o faz tanta diferen\u00e7a, uma vez que durante o treino h\u00e1 brigas e eles se machucam do mesmo jeito. Os maus tratos est\u00e3o configurados\u201d, enfatizou o veterin\u00e1rio, lembrando ainda que o que o uso dos medicamentos sem o controle de um veterin\u00e1rio, a utiliza\u00e7\u00e3o do produto j\u00e1 vencido ou o seu mau condicionamento, podem piorar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o dos animais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Fl\u00e1vio Ant\u00f4nio Queiroz at\u00e9 aparentou calma durante toda a\u00e7\u00e3o da equipe fauna, por\u00e9m, ao ser informado que ficaria sem os 54 animais apreendidos, quase perdeu o controle. \u201cEsses animais s\u00e3o meus e eu n\u00e3o posso ficar sem eles. Vou brigar na justi\u00e7a para t\u00ea-los de volta. N\u00e3o s\u00e3o maus tratos o que acontece aqui em casa&#8221;, disse ele.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Entretanto, pouco tempo depois, ele confessou que colocava os galos para se enfrentar. \u201cEu crio esses galos, prioritariamente, para reprodu\u00e7\u00e3o. Mas, n\u00e3o nego que, \u00e0s vezes, eu os coloco para brigar e fa\u00e7o apostas. S\u00f3 que isso \u00e9 s\u00f3 de vez em quando&#8221;, argumentou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Quanto a espingarda encontrada em sua posse e os muros constru\u00eddos em \u00e1rea proibida, ele tentou se justificar: \u201cAqui \u00e9 um lugar bonito e aparentemente calmo, mas temos que nos defender e proteger tamb\u00e9m os animais. S\u00e3o galos que custam muito caro\u201d, declarou.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6547","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_fpi"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6547"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6549,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6547\/revisions\/6549"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}