{"id":54079,"date":"2025-03-24T14:41:50","date_gmt":"2025-03-24T17:41:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=54079"},"modified":"2025-03-24T14:44:23","modified_gmt":"2025-03-24T17:44:23","slug":"apos-acao-do-mpal-a-justica-determina-que-o-municipio-de-jundia-suspenda-contrato-de-mais-de-r-2-milhoes-com-empresa-contratada-para-fornecer-fardamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=54079","title":{"rendered":"Ap\u00f3s a\u00e7\u00e3o do MPAL a Justi\u00e7a determina que o Munic\u00edpio de Jundi\u00e1 suspenda contrato de mais de R$ 2 milh\u00f5es com empresa  para fornecer fardamentos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o do Poder Executivo de qualquer munic\u00edpio agir com transpar\u00eancia, probidade e assegurar direitos da popula\u00e7\u00e3o sem causar danos aos cofres p\u00fablicos. E do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Alagoas (MPAL) impedir que ilicitudes sejam cometidas para poss\u00edveis favorecimentos pessoais, raz\u00e3o pela qual a 2\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a de Porto Calvo ajuizou a\u00e7\u00e3o cautelar com pedido de tutela de urg\u00eancia para que o Munic\u00edpio de Jundi\u00e1 fosse obrigado a suspender o contrato assinado com a empresa Conclic\u2019s Comercial Ltda, contratada para fornecimento de fardamentos e uniformes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Na ocasi\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ressaltou que, conforme o extrato do contrato n\u00ba 01-02030001\/2025, firmado entre o Munic\u00edpio de Jundi\u00e1 \u2013 AL e a empresa citada para aquisi\u00e7\u00e3o de fardamento e uniformes diversos, deu-se no valor total de R$ 2.066.552,00 quando, segundo o \u00faltimo censo demogr\u00e1fico do IBGE de 2022, a cidade tem apenas 4.093 habitantes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">\u201cChama a aten\u00e7\u00e3o o fato de um munic\u00edpio de pequeno porte como Jundi\u00e1 firmar um contrato que ultrapassa dois milh\u00f5es reais somente em fardamentos e uniformes, levantando suspeitas de irregularidades do procedimento de licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o. Logo, tendo o Minist\u00e9rio P\u00fablico a responsabilidade de fiscalizar e primar pela defesa do patrim\u00f4nio p\u00fablico e da probidade administrativa, interveio para que o Munic\u00edpio se abstenha de efetuar qualquer pagamento \u00e0 empresa contratada. O pedido de suspens\u00e3o do contrato foi acatado pela Justi\u00e7a e agora \u00e9 prosseguir nas investiga\u00e7\u00f5es at\u00e9 a conclus\u00e3o no tocante ao procedimento de licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o no que se refere aos pontos que nos levaram a levantar as suspeitas\u201d, destaca o promotor de Justi\u00e7a Rodrigo Soares, autor da a\u00e7\u00e3o cautelar e respons\u00e1vel pelas investiga\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Diante do exposto pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, em sua decis\u00e3o o juiz Edmilson Machado determinou a suspens\u00e3o imediata da execu\u00e7\u00e3o do contrato n\u00ba 01-02030001\/2025, firmado entre o Munic\u00edpio de Jundi\u00e1 \u2013 AL e a empresa CONLIC&#8217;S COMERCIAL LTDA, proibiu tamb\u00e9m qualquer pagamento \u00e0 pessoa jur\u00eddica contratada (CONLIC&#8217;S), sob pena de multa di\u00e1ria de R$ 5 mil ser aplicada pessoalmente ao gestor respons\u00e1vel pelo eventual descumprimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Para al\u00e9m, o Munic\u00edpio de Jundi\u00e1 foi intimado a apresentar na \u00edntegra, no prazo de 15 dias, o processo licitat\u00f3rio, incluindo justificativas t\u00e9cnicas, planilhas de custos e demais documentos pertinentes. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">Na decis\u00e3o o juiz observou que h\u00e1, de fato, ind\u00edcios razo\u00e1veis de poss\u00edvel irregularidade na contrata\u00e7\u00e3o realizada pelo Munic\u00edpio de Jundi\u00e1-AL e que o valor do contrato R$ 2.066.552,00 para aquisi\u00e7\u00e3o de fardamentos e uniformes, em um munic\u00edpio de apenas 4.093 habitantes, mostra-se, prima facie, desproporcional, o que suscita d\u00favidas quanto \u00e0 compatibilidade com os princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica previstos no art. 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, notadamente os princ\u00edpios da economicidade, efici\u00eancia e moralidade. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">\u201cA proporcionalidade entre o porte do munic\u00edpio, seu n\u00famero de habitantes e o valor contratado representa um aspecto relevante a ser considerado na an\u00e1lise da legalidade e legitimidade do ato administrativo. O valor aproximado de R$ 505,00 por habitante para aquisi\u00e7\u00e3o de uniformes parece, em uma an\u00e1lise preliminar, excessivo e incompat\u00edvel com a realidade or\u00e7ament\u00e1ria de um munic\u00edpio de pequeno porte. Quanto ao perigo de dano, este tamb\u00e9m se encontra demonstrado, uma vez que a execu\u00e7\u00e3o do contrato, com os consequentes pagamentos \u00e0 empresa contratada, poder\u00e1 causar grave preju\u00edzo ao er\u00e1rio municipal, comprometendo recursos que deveriam ser destinados \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades b\u00e1sicas da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 como ignorar que, em caso de posterior reconhecimento da irregularidade, a recupera\u00e7\u00e3o dos valores j\u00e1 despendidos ser\u00e1 extremamente dif\u00edcil, quando n\u00e3o imposs\u00edvel\u201d, diz a decis\u00e3o, refor\u00e7ando tudo o que foi pormenorizado pelo promotor de Justi\u00e7a Rodrigo Soares na a\u00e7\u00e3o civil.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":54080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-54079","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54079","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=54079"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54079\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54083,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54079\/revisions\/54083"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/54080"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=54079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=54079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=54079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}