{"id":16989,"date":"2017-10-30T09:05:50","date_gmt":"2017-10-30T11:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=16989"},"modified":"2022-08-25T09:09:45","modified_gmt":"2022-08-25T12:09:45","slug":"ministerio-publico-de-alagoas-recorre-de-decisao-que-inocentou-joao-beltrao-da-morte-do-cabo-jose-goncalves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=16989","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio P\u00fablico de Alagoas recorre de decis\u00e3o que inocentou Jo\u00e3o Beltr\u00e3o da morte do cabo Jos\u00e9 Gon\u00e7alves"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual de Alagoas (MPE\/AL) interp\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o contra o ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a (TJ\/AL) que inocentou o deputado estadual Jo\u00e3o Beltr\u00e3o da acusa\u00e7\u00e3o de autoria intelectual do assassinato do Jos\u00e9 Gon\u00e7alves da Silva Filho, o cabo Gon\u00e7alves. Por unanimidade, no \u00faltimo dia 17, o pleno daquele Colegiado absolveu o parlamentar do crime de homic\u00eddio. O recurso ser\u00e1 julgado pelo desembargador relator da a\u00e7\u00e3o penal n\u00ba 0694320-39.1915.8.02.0002.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O recurso, interposto pelo procurador-geral de justi\u00e7a, Alfredo Gaspar de Mendon\u00e7a Neto, alega que, apesar de ter julgado a a\u00e7\u00e3o, o Tribunal de Justi\u00e7a desconsiderou \u201cprovas importantes juntadas aos autos\u201d e, por isso, o ac\u00f3rd\u00e3o que trouxe a decis\u00e3o tem omiss\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es. \u201cObserve-se, inicialmente, que, a decis\u00e3o ora atacada se omitiu quanto a duas importantes provas levantadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico: a primeira, o depoimento de Garibalde Santos de Amorim (fls. 200\/202) e, o depoimento da v\u00edtima Jos\u00e9 Gon\u00e7alves da Silva Filho, tomado antes de sua execu\u00e7\u00e3o (fls. 203\/210). Conquanto o Ac\u00f3rd\u00e3o recorrido tenha feito breve men\u00e7\u00e3o, em relat\u00f3rio, quanto \u00e0 exist\u00eancia de tais depoimentos, n\u00e3o os considerou em sua fundamenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o levando em conta os elementos de convic\u00e7\u00e3o contidos no depoimento de testemunha inquirida a t\u00edtulo de prova antecipada, nem mesmo o depoimento da pr\u00f3pria v\u00edtima, ouvida cerca de dois anos antes de ser morta\u201d, argumentou o chefe do MPE\/AL.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">No documento, o Minist\u00e9rio P\u00fablico explicou que Garibalde Santos de Amorim, que, \u00e0 \u00e9poca, era motoristas e seguran\u00e7a de Manoel Francisco Cavalcante \u2013 militar acusado de comandar a \u2018gangue fardada\u2019, confessou ter ouvido conversas sobre a morte do cabo Gon\u00e7alves. \u201cMarcos Cavalcante, o Jeov\u00e2nio e o pr\u00f3prio Cavalcante comentaram com o depoente que passaram dois dias fazendo farra no Pontal comemorando a morte do cabo Gon\u00e7alves e que, ap\u00f3s o assassinato do cabo Gon\u00e7alves, ouviu coment\u00e1rios de policiais dizendo quem participou daquele assassinato e que sabe que o problema entre o cabo Gon\u00e7alves e as pessoas do Cavalcante e Jo\u00e3o Beltr\u00e3o come\u00e7ou porque o Cavalcante e Jo\u00e3o Beltr\u00e3o mandaram cabo Gon\u00e7alves matar uma determinada pessoa, que ele n\u00e3o lembra quem, e ele n\u00e3o aceitou, da\u00ed surgiu o incidente\u201d, diz um trecho da den\u00fancia ajuizada pelo MPE\/AL.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>A contradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o ac\u00f3rd\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 contradit\u00f3rio, uma vez que, ora ele disse que o MPE\/AL se valeu \u201cunicamente de ind\u00edcios exclusivamente policiais e sem prova judicial\u201d, ora reconheceu, em diversos momentos, que a \u201cacusa\u00e7\u00e3o \u00e9 embasada, dentre outros, por prova antecipada\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201c\u2026n\u00e3o obstante o esfor\u00e7o do eminente \u00d3rg\u00e3o Ministerial, em cujas alega\u00e7\u00f5es finais se utiliza de ind\u00edcios exclusivamente policiais, conven\u00e7o-me de que n\u00e3o restou comprovado o envolvimento do r\u00e9u no crime em foco\u201d, foi o que disse o relator em sua decis\u00e3o. Por\u00e9m, num outro par\u00e1grafo, ele fala que \u201co juiz formar\u00e1 sua convic\u00e7\u00e3o pela livre aprecia\u00e7\u00e3o da prova produzida em contradit\u00f3rio judicial, n\u00e3o podendo fundamentar sua decis\u00e3o exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investiga\u00e7\u00e3o, ressalvadas as provas cautelares, n\u00e3o repet\u00edveis e antecipadas\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cNesse sentido, h\u00e1 evidente contradi\u00e7\u00e3o ao se afirmar, ao mesmo tempo, a exist\u00eancia de prova antecipada e a inexist\u00eancia de provas pr\u00e9-processuais aptas a justificar a condena\u00e7\u00e3o\u201d, alegou Alfredo Gaspar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cEm face do exposto, requer o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Alagoas que seja conhecido e provido o presente recurso de embargos, atribuindo-lhe efeitos infringentes de modo a reformar o ac\u00f3rd\u00e3o de fls. 3.058 a 3.110, suprindo, assim, as omiss\u00f5es e as contradi\u00e7\u00f5es existentes, reconhecendo todos os fundamentados para a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u nos termos da den\u00fancia\u201d, requereu o chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O embargo de declara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi assinado pelo promotor de justi\u00e7a Luciano Romero da Matta Monteiro, assessor t\u00e9cnico do MPE\/AL.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":16990,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-16989","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16989"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16989\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16991,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16989\/revisions\/16991"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/16990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}