{"id":13566,"date":"2015-11-09T08:58:37","date_gmt":"2015-11-09T10:58:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=13566"},"modified":"2022-07-26T08:59:17","modified_gmt":"2022-07-26T11:59:17","slug":"mpe-al-pede-nulidade-de-lei-municipal-que-permitiu-doacao-de-terreno-em-arapiraca-parte-do-imovel-foi-vendido-por-r-8-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=13566","title":{"rendered":"MPE\/AL pede nulidade de Lei Municipal que permitiu doa\u00e7\u00e3o de terreno em Arapiraca; parte do im\u00f3vel foi vendido por R$ 8 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-wrapper-1\">\n<div class=\"content-wrapper-2\">\n<div id=\"mainmiddle\">\n<div id=\"mainmiddle-expand\">\n<div id=\"content\">\n<div id=\"content-shift\">\n<div class=\"floatbox\">\n<div class=\"joomla \">\n<div class=\"article\">\n<div id=\"articlepxfontsize1\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Alagoas (MPE\/AL), por meio da 4\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a de Arapiraca e do N\u00facleo de Defesa do Patrim\u00f4nio P\u00fablico, pediu a nulidade dos efeitos da Lei Municipal n\u00ba 2.534\/2007, que permitiu a doa\u00e7\u00e3o de um terreno pelo Munic\u00edpio \u00e0 Empresa Delta Pr\u00e9-Moldados, LTDA. Mesmo sem utiliz\u00e1-lo para fins produtivos, suposto objetivo da cess\u00e3o, os beneficiados desmembraram o bem doado e venderam parte dele para a Empresa Homem Empreendimentos e Participa\u00e7\u00e3o Ltda por R$ 8 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Como o resto do im\u00f3vel pode ser alvo de venda a qualquer momento, o MPE\/AL requereu do Ju\u00edzo da 4\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica da Comarca de Arapiraca liminar que determine a indisponibilidade do bem desmembrado de matr\u00edcula n\u00ba 92.524, Ficha 01, 1\u00ba Registro de Im\u00f3veis de Arapiraca, relacionado na doa\u00e7\u00e3o autorizada pela legisla\u00e7\u00e3o em destaque. A medida cautelar tamb\u00e9m deve determinar que a empresa adquirente deposite o pagamento das pr\u00f3ximas presta\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 compra do im\u00f3vel em conta do Judici\u00e1rio, ficando os respectivos valores assegurados at\u00e9 o desfecho da demanda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">No procedimento, o MPE\/AL pede ainda que o Ju\u00edzo de Arapiraca torne nulos os atos praticados em decorr\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o em destaque, principalmente a escritura de doa\u00e7\u00e3o lavrada pela Prefeitura Municipal no dia 28 de janeiro de 2008. No pedido, a determina\u00e7\u00e3o de nulidade abrange os atos subsequentes de transfer\u00eancia de propriedade do im\u00f3vel (doa\u00e7\u00e3o, partilha, venda), determinando a revers\u00e3o das posses direta e indireta, tal como o retorno do dom\u00ednio do Munic\u00edpio sobre o im\u00f3vel, que voltaria, assim, a ser bem p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cDiante de eventual impossibilidade de retorno de parte do bem ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, tendo em vista o desmembramento e sua aliena\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa Homem Empreendimentos e Participa\u00e7\u00e3o Ltda, postula o Minist\u00e9rio P\u00fablico que sejam os r\u00e9us Suely de Almeida Lima, Francisco Fernando de Almeida Lima e Fernanda de Almeida Lima Canuto solidariamente condenados a ressarcir o er\u00e1rio municipal nos valores recebidos com a aliena\u00e7\u00e3o do bem im\u00f3vel constante da Matr\u00edcula 92.523 \u2013 1\u00ba Of\u00edcio de Arapiraca; valores estes devidamente corrigidos quando de seu pagamento\u201d, destacam os promotores de Justi\u00e7a Napole\u00e3o Amaral Franco e Jos\u00e9 Carlos Castro, autores da a\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>As obriga\u00e7\u00f5es descumpridas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A Lei Municipal n\u00ba 2.534\/2007, que tratou da doa\u00e7\u00e3o do terreno, descreveu que a referida doa\u00e7\u00e3o teria \u201ccomo destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica o fortalecimento de uma ind\u00fastria de artefatos de concreto\/estruturas pr\u00e9-fabricadas, conforme projeto econ\u00f4mico apresentado ao Munic\u00edpio\u201d. Ela tamb\u00e9m estabeleceu que a \u201cdonat\u00e1ria teria o prazo de dois anos, a contar do ato da publica\u00e7\u00e3o da lei, para concluir as obras e entrar em opera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A mesma norma previu ainda que a revers\u00e3o autom\u00e1tica do bem doado poderia ocorrer, sem direitos a indeniza\u00e7\u00e3o, caso n\u00e3o fosse \u201ccumprida dentro do prazo, a finalidade prevista no artigo 3\u00ba; cessarem as raz\u00f5es que justificaram a presente doa\u00e7\u00e3o; ao im\u00f3vel, no todo ou em parte, vier a ser dada utiliza\u00e7\u00e3o diversa da prevista, sem anu\u00eancia do Munic\u00edpio\u201d. E foi justamente o que aconteceu. \u201cAl\u00e9m da empresa ter sido desconstitu\u00edda e essa pessoa jur\u00eddica, antes de ser encerrada, ter &#8216;doado&#8217; o im\u00f3vel para os seus s\u00f3cios, Francisco Fernando de Almeida Lima, Suely de Almeida Lima e Fernanda de Almeida Lima Canuto, parte desse terreno ainda foi vendido para uma faculdade pelo valor de R$ 8 milh\u00f5es, o que \u00e9 terminantemente proibido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cDe fato, os que conhecem a cidade de Arapiraca e transitam pelas margens da Rodovia AL-22 sabem que nada foi constru\u00eddo ou edificado no im\u00f3vel, al\u00e9m daquilo que j\u00e1 existia quando da doa\u00e7\u00e3o do bem p\u00fablico. Enfim, sustenta-se que o encargo exigido na lei municipal n\u00e3o foi cumprido pela empresa. N\u00e3o houve o cumprimento do mencionado \u201cprojeto econ\u00f4mico\u201d ou demais opera\u00e7\u00f5es comerciais diferentes da que j\u00e1 ocorriam antes da doa\u00e7\u00e3o; raz\u00e3o esta que, por si s\u00f3, j\u00e1 provocaria a autom\u00e1tica revers\u00e3o do bem doado ao patrim\u00f4nio p\u00fablico\u201d, revela um trecho da a\u00e7\u00e3o proposta pelo MPE\/AL.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>A\u00e7\u00e3o cautelar<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Em setembro, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual de Alagoas ajuizou uma a\u00e7\u00e3o cautelar preparat\u00f3ria com o objetivo de tentar evitar que o im\u00f3vel doado pelo ent\u00e3o prefeito da cidade de Arapiraca, Luciano Barbosa, no ano de 2007, fosse alvo de um preju\u00edzo para aquele Munic\u00edpio. A empresa beneficiada com a doa\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumpriu com a obriga\u00e7\u00e3o de refor\u00e7ar seu parque industrial e ampliar a contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores e, para agravar a situa\u00e7\u00e3o, desfez a sociedade da pessoa jur\u00eddica, passando, assim, o terreno para alguns de seus antigos s\u00f3cios, que, por sua vez, negociaram parte dele com uma faculdade pelo valor de R$ 8 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-wrapper-b1\">\n<div class=\"content-wrapper-b2\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":13561,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-13566","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13566"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13566\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13567,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13566\/revisions\/13567"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}