{"id":13282,"date":"2017-01-18T08:55:33","date_gmt":"2017-01-18T10:55:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=13282"},"modified":"2022-07-22T08:56:24","modified_gmt":"2022-07-22T11:56:24","slug":"mpe-al-ajuiza-acao-por-ato-de-improbidade-administrativa-contra-ex-prefeito-de-mata-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=13282","title":{"rendered":"MPE\/AL aju\u00edza a\u00e7\u00e3o por ato de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Mata Grande"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Alagoas (MPE\/AL), por meio da Promotoria de Justi\u00e7a de Mata Grande e do N\u00facleo de Defesa do Patrim\u00f4nio P\u00fablico, ajuizou, nesta quarta-feira (18), uma a\u00e7\u00e3o civil de responsabilidade por atos de improbidade administrativa, com pedido de liminar, em desfavor do ex-prefeito Jos\u00e9 Jacob Gomes Brand\u00e3o e da ex-diretora-presidente do Instituto de Previd\u00eancia dos Servidores do Munic\u00edpio (IPSEMG), Ge\u00f3rgia Cec\u00edlia Alencar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O \u00f3rg\u00e3o ministerial aponta os demandados como respons\u00e1veis por causar um dano ao er\u00e1rio municipal no valor de R$ 4.352.843, 18. Do total, R$ 801.143,32 se referem ao n\u00e3o recolhimento integral da contribui\u00e7\u00e3o dos servidores, e R$ 3.551.699,89 ao n\u00e3o recolhimento integral da contribui\u00e7\u00e3o patronal, ambos no per\u00edodo de fevereiro de 2013 a julho de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Autores de a\u00e7\u00e3o, os promotores de Justi\u00e7a Cl\u00e1udio Telles, Napole\u00e3o Amaral Franco e Jos\u00e9 Carlos Castro tamb\u00e9m alegam que, ao deixar de recolher as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, o Munic\u00edpio sofre uma s\u00e9rie de preju\u00edzos reflexos, como incid\u00eancia de multas, juros, corre\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias a serem arcados pelos cofres p\u00fablicos municipais e de outros riscos e preju\u00edzos financeiros e atuariais impostos ao IPSEMG.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Outra ilicitude encontrada pelos promotores de Justi\u00e7a foi a extrapola\u00e7\u00e3o da taxa de administra\u00e7\u00e3o do Instituto nos anos de 2014 e 2015. O excesso de despesa chega a R$ 43.360. Assim, al\u00e9m da les\u00e3o ao er\u00e1rio, os gestores s\u00e3o acusados de praticar atos de improbidade administrativa por atentarem contra os princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cOs r\u00e9us da presente a\u00e7\u00e3o de improbidade, portanto, ao optarem por reter e dar destino diverso \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es dos servidores e deliberadamente deixar de recolher as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias patronais, demonstram claramente seu dolo em descumprir o ordenamento jur\u00eddico, medir for\u00e7a com os \u00f3rg\u00e3os de controle envoltos na defesa da previd\u00eancia p\u00fablica, sucatear as finan\u00e7as do instituto previdenci\u00e1rio e, em \u00faltima an\u00e1lise, tolher os servidores aposentados (atuais e futuros) do seu direito fundamental \u00e0 aposentadoria&#8221;, afirmam os membros do MPE\/AL na a\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual teve in\u00edcio com a representa\u00e7\u00e3o formulada pelo Sindicato dos Servidores P\u00fablicos de Mata Grande. A entidade classista denunciou que o IPSEMG n\u00e3o s\u00f3 deixava de repassar as contribui\u00e7\u00f5es patronal e do servidor, como tamb\u00e9m atrasava a concess\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios que os segurados do Munic\u00edpio fazem jus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">As informa\u00e7\u00f5es sobre as irregularidades foram confirmadas pelo Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social, que tinha em m\u00e3os os documentos de uma auditoria realizada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda no Instituto de Previd\u00eancia dos Servidores de Mata Grande.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Indisponibilidade dos bens<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Como medida liminar, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual pede que seja determinada a indisponibilidade de bens e valores do ex-prefeito do Munic\u00edpio, Jos\u00e9 Jacob Gomes Brand\u00e3o, na cifra de R$ 4.352.843,18, referente ao n\u00e3o repasse das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias no per\u00edodo de fevereiro de 2013 a junho de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">J\u00e1 dos bens e valores da ex-diretora do IPSEMG, Ge\u00f3rgia Cec\u00edlia Alencar dever\u00e1 se tornar indispon\u00edvel R$ 43.360,00 referente ao dano provocado por ela em raz\u00e3o do montante excessivo que foi pago pela taxa de administra\u00e7\u00e3o nos anos de 2013 e 2014.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cA cautelar de indisponibilidade de bens visa assegurar o cumprimento das san\u00e7\u00f5es provenientes de condena\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica de improbidade, tais como a perda dos bens adquiridos com recursos derivados do enriquecimento il\u00edcito do agente e o ressarcimento do dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico\u201d, explicam os promotores de Justi\u00e7a Cl\u00e1udio Telles, Napole\u00e3o Amaral Franco e Jos\u00e9 Carlos Castro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Condena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o, o MPE\/AL pede a condena\u00e7\u00e3o dos demandados pela pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa no que se refere \u00e0 \u201cdilapida\u00e7\u00e3o e malbarateamento\u201d do dinheiro p\u00fablico, al\u00e9m da afronta ao princ\u00edpio da legalidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Segundo a Lei n\u00ba 8.429\/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), a condena\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us deve incluir a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrim\u00f4nio, a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica (se houver), a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos e o pagamento de multa civil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Ainda de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa, os demandados tamb\u00e9m devem ser proibidos de contratar com o poder p\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica da qual seja s\u00f3cio majorit\u00e1rio, na medida de suas responsabilidades.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> 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