{"id":12991,"date":"2018-07-27T09:15:10","date_gmt":"2018-07-27T12:15:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=12991"},"modified":"2022-07-20T09:15:45","modified_gmt":"2022-07-20T12:15:45","slug":"ministerio-publico-ajuiza-acao-contra-estado-e-grupo-nivaldo-jatoba-em-funcao-de-acordo-que-gerou-prejuizo-de-quase-r-55-milhoes-ao-tesouro-estadual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=12991","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio P\u00fablico aju\u00edza a\u00e7\u00e3o contra Estado e Grupo Nivaldo Jatob\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o de acordo que gerou preju\u00edzo de quase R$ 55 milh\u00f5es ao tesouro estadual"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual de Alagoas (MPE\/AL) ajuizou, nessa quinta-feira (26), uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica (ACP) contra o Estado de Alagoas e a empresa Nivaldo Jatob\u00e1 Empreendimentos Agroindustriais LTDA em raz\u00e3o de um acordo de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria firmado entre as duas partes e que gerou um preju\u00edzo de exatos R$ 54.909.978,00 aos cofres p\u00fablicos. Na peti\u00e7\u00e3o proposta ao Poder Judici\u00e1rio, al\u00e9m de requerer a nulidade do acordo celebrado no ano de 2014, a 17\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a da Capital, com atribui\u00e7\u00e3o para atuar na \u00e1rea da Fazenda P\u00fablica, tamb\u00e9m pediu dano moral coletivo no valor de R$ 2 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica foi ajuizada pelo promotor de justi\u00e7a Coaracy Fonseca. Segundo ele, as investiga\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico come\u00e7aram ap\u00f3s representa\u00e7\u00e3o protocolada pelo Sindicato do Fisco de Alagoas, pela Associa\u00e7\u00e3o do Fisco de Alagoas e pelo Sindicato dos Servidores em Arrecada\u00e7\u00e3o e Finan\u00e7as da Secretaria Estadual da Fazenda. Os documentos apresentados pelas entidades serviram de base para instaura\u00e7\u00e3o de um inqu\u00e9rito civil, que concluiu que o processo administrativo n\u00ba 1204-09926\/2013 continua v\u00edcios e v\u00e1rias ilicitudes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Tal processo administrativo autorizou o perd\u00e3o de mais de quase R$ 55 milh\u00f5es em d\u00edvidas tribut\u00e1rias da Nivaldo Jatob\u00e1 Empreendimentos Agroindustriais LTDA. Nele, o Estado de Alagoas, ao desapropriar uma \u00e1rea que pertencia aquela empresa, teria estabelecido pagamento, por meio de precat\u00f3rios, equivalente a R$ 17.226.952,04, valor que, por meio de um acordo judicial, seria compensado em fun\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito que o referido grupo econ\u00f4mico possu\u00eda junto ao tesouro estadual, que era de R$ 54.909.978,00.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cBusca-se a decreta\u00e7\u00e3o de nulidade do processo administrativo n\u00ba 1204-09926\/2013 e do decorrente ato exarado em 30 de julho de 2014, publicado no Di\u00e1rio Oficial de 31 de julho e 2014, da lavra do ent\u00e3o governador Teot\u00f4nio Brand\u00e3o Vilela Filho, que resultou em compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria manifestamente ilegal e danosa ao er\u00e1rio estadual\u201d, revela um trecho da ACP.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Aus\u00eancia de respaldo legal<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Para Coaracy Fonseca, o ato administrativo que homologou o acordo n\u00e3o foi balizado em nenhuma norma legal. \u201cQuando analisando detidamente o tr\u00e2mite administrativo que ensejou na celebra\u00e7\u00e3o do acordo, \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar a ocorr\u00eancia de ilegalidades grav\u00edssimas, aptas a anular a aven\u00e7a, haja vista a aus\u00eancia de respaldo legal para a realiza\u00e7\u00e3o deste acordo multifacetado, pois violou o Decreto Estadual n\u00ba 4.147\/2009, que tratava do programa de parcelamento incentivado e, bem assim, desrespeitou, por completo, a sistem\u00e1tica dos precat\u00f3rios\u201d, argumentou o promotor de justi\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cO processo administrativo correu com a velocidade de um atleta de competi\u00e7\u00e3o de tiro curto. E como Direito \u00e9 tamb\u00e9m fato e experi\u00eancia, \u00e9 de causar esp\u00e9cie que um acordo dessa gravidade tenha tramitado em tempo recorde, fato incomum, com o devido respeito aos nobres e competentes profissionais do \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo de assessoria jur\u00eddica do Estado de Alagoas\u201d,completou Fonseca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Por fim, o MPE\/AL lembrou que o acordo n\u00e3o poderia jamais fazer refer\u00eancia a compensa\u00e7\u00e3o dos tributos devidos por meio do uso de precat\u00f3rios, uma vez que a empresa Nivaldo Jatob\u00e1 Empreendimentos Agroindustriais LTDA n\u00e3o possu\u00eda nenhum valor a receber desse tipo de benef\u00edcio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Os pedidos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Na ACP, o Minist\u00e9rio P\u00fablico requere ao Poder Judici\u00e1rio que seja decretada a nulidade do processo administrativo n\u00ba 1204-09926\/2013 e o restabelecimento da d\u00edvida da Nivaldo Jatob\u00e1 Empreendimentos Agroindustriais LTDA, j\u00e1 acrescida de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, juros e multa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A 17\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a da Capital tamb\u00e9m pediu a condena\u00e7\u00e3o de Teot\u00f4nio Brand\u00e3o Vilela Filho e da empresa de Nivaldo Jatob\u00e1 por danos morais coletivos, no montante de R$ 2 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":12992,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-12991","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12991","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12991"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12991\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12993,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12991\/revisions\/12993"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/12992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}