{"id":12800,"date":"2011-09-13T09:31:54","date_gmt":"2011-09-13T12:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=12800"},"modified":"2022-07-19T09:33:02","modified_gmt":"2022-07-19T12:33:02","slug":"mpe-ingressa-com-acao-civil-contra-deputados-envolvidos-na-operacao-taturana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=12800","title":{"rendered":"MPE ingressa com A\u00e7\u00e3o Civil contra deputados envolvidos na Opera\u00e7\u00e3o Taturana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual ingressou com uma A\u00e7\u00e3o Civil de Responsabilidade por Atos de Improbidade Administrativa contra os envolvidos no desvio de mais de R$ 300 milh\u00f5es da Assembleia Legislativa Estadual, descoberto durante a Opera\u00e7\u00e3o Taturana em 2007. Desta vez, ficou apurado que os parlamentares contrataram empr\u00e9stimos milion\u00e1rios com o Banco Rural usando recursos da Assembleia para quitar as d\u00edvidas. Entre outros pedidos, a a\u00e7\u00e3o quer a perda dos mandatos eletivos e de toda e qualquer fun\u00e7\u00e3o ou cargo p\u00fablico exercido pelos r\u00e9us e o ressarcimento integral dos danos causados ao er\u00e1rio, al\u00e9m do pagamento de multa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">De acordo com o conv\u00eanio celebrado entre a Mesa Diretora e o Banco Rural, os deputados somaram aos seus subs\u00eddios os valores recebidos como verba de gabinete com o prop\u00f3sito de aumentar a pr\u00f3pria remunera\u00e7\u00e3o e, mediante tal artif\u00edcio, obter empr\u00e9stimos de quantias milion\u00e1rias. Um dos implicados, em duas institui\u00e7\u00f5es financeiras, contraiu d\u00edvida superior aos R$ 20 milh\u00f5es \u2013 que terminou sendo paga com dinheiro p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O esquema funcionava assim: no momento da contrata\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos aos deputados, a Assembleia Legislativa, por interm\u00e9dio da Mesa Diretora, emitia cheques nominais aos mutu\u00e1rios, que eram entregues \u00e0 cust\u00f3dia do Banco Rural, no exato valor e na quantidade das parcelas devidas. No vencimento das parcelas, se n\u00e3o houvesse fundos suficientes na conta do devedor, o banco procedia ao saque direto do cheque custodiado e aplicava o dinheiro na liquida\u00e7\u00e3o da d\u00edvida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Existia um acordo onde o limite para os parlamentares era de R$ 150mil. Entretanto, para os integrantes da Mesa Diretora o limite subia para R$ 300 mil. Tomou-se a verba de gabinete como base de c\u00e1lculo para o teto do valor dos empr\u00e9stimos, de modo que os membros da Mesa foram beneficiados com o dobro do limite m\u00e1ximo atribu\u00eddo aos demais parlamentares. Al\u00e9m disso, cheques da Assembleia eram emitidos em favor de servidores fantasmas e laranjas, mas eram descontados nos guich\u00eas pelos envolvidos. Os valores assim desviados tamb\u00e9m serviam para a liquida\u00e7\u00e3o de parcelas das d\u00edvidas referentes aos empr\u00e9stimos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Essa \u00e9 mais uma das a\u00e7\u00f5es tem como objeto o reconhecimento da responsabilidade na edi\u00e7\u00e3o de folhas de pagamento fraudulentas; a outra, a responsabilidade pela obten\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos com consigna\u00e7\u00e3o em folha de pagamento no Banco Bradesco, tamb\u00e9m de forma fraudulenta, al\u00e9m de tr\u00eas a\u00e7\u00f5es pela compra de bens de luxo com recursos desviados da ALE.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7620,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-12800","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12800"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12801,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12800\/revisions\/12801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7620"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}