{"id":11158,"date":"2013-05-10T08:22:43","date_gmt":"2013-05-10T11:22:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=11158"},"modified":"2022-07-06T08:25:54","modified_gmt":"2022-07-06T11:25:54","slug":"promotoria-da-saude-discute-remocao-de-pacientes-da-maternidade-santa-monica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=11158","title":{"rendered":"Promotoria da Sa\u00fade discute remo\u00e7\u00e3o de pacientes da maternidade Santa M\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A Promotoria de Sa\u00fade da Capital realizou, na tarde dessa quinta-feira (9), uma audi\u00eancia p\u00fablica com o objetivo de definir a regula\u00e7\u00e3o para a transfer\u00eancia de pacientes da Maternidade-Escola Santa M\u00f4nica para outros hospitais de Macei\u00f3 durante a reforma daquele pr\u00e9dio. Em abril, a promotora de Justi\u00e7a Micheline Ten\u00f3rio ajuizou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica na 16\u00aa Vara C\u00edvel da Capital\/Fazenda Estadual para que o estado de Alagoas e o munic\u00edpio de Macei\u00f3 garantam o atendimento de gestantes na maternidade do Hospital Universit\u00e1rio Prof. Alberto Antunes\/Ufal no prazo de 48 horas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Durante a reuni\u00e3o, foi institu\u00edda uma comiss\u00e3o que vai acompanhar as obras que dever\u00e3o ter in\u00edcio em at\u00e9 duas semanas. \u201cA primeira etapa da reforma ser\u00e1 feita na \u00e1rea administrativa e, portanto, n\u00e3o vai atingir os leitos de gestantes, m\u00e3es e beb\u00eas. Ent\u00e3o, a princ\u00edpio, n\u00e3o haver\u00e1 a necessidade da transfer\u00eancia j\u00e1 de imediato. Todavia, vamos fiscalizar os servi\u00e7os para saber se, de fato, eles n\u00e3o afetar\u00e3o a sa\u00fade dos pacientes\u201d, explicou Micheline Ten\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cNa sequ\u00eancia, quando as obras forem direcionadas para os espa\u00e7os de internamento, ser\u00e1 necess\u00e1ria a transfer\u00eancia das m\u00e3es e dos rec\u00e9m-nascidos. E, at\u00e9 l\u00e1, as Secretarias municipal e estadual de Sa\u00fade ter\u00e3o, por obriga\u00e7\u00e3o, que disciplinar como ser\u00e3o realizados os atendimentos. Eles dever\u00e3o ocorrer no Hospital Universit\u00e1rio e nas outras maternidades de Macei\u00f3. \u00c9 por isso a import\u00e2ncia das autoridades da \u00e1rea de Sa\u00fade regularem a disponibilidade de leitos que, sem sombra de d\u00favidas, precis\u00e3o estar garantidos\u201d, alertou a promotora de Justi\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Durante o per\u00edodo de reforma dentro do hospital ficar\u00e3o suspensos os atendimentos para casos de baixa e m\u00e9dia complexidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Al\u00e9m de Micheline Ten\u00f3rio, tamb\u00e9m estiveram presentes \u00e0 reuni\u00e3o o promotor Ubirajara Ramos e representantes da Secretaria Estadual de Sa\u00fade, Secretaria Municipal de Sa\u00fade, Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Alagoas, Defensoria P\u00fablica Estadual, Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, Conselho Regional de Medicina, Universidade Estadual de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Alagoas, Maternidade Escola Santa M\u00f4nica e Silcon, a construtora respons\u00e1vel pela reforma do hospital.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta no m\u00eas passado, a promotora de Justi\u00e7a Micheline Ten\u00f3rio cobrou que o governo estadual garanta o leito adequado \u00e0s gestantes que v\u00eam de cidades do interior e s\u00e3o v\u00edtimas da superlota\u00e7\u00e3o em um dos dois hospitais da capital. O Estado dever\u00e1 encaminhar a paciente a uma maternidade p\u00fablica ou filantr\u00f3pica ou a maternidades privadas, sob pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com os valores praticados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em territ\u00f3rio alagoano ou mesmo fora de Alagoas, caso necess\u00e1rio. O MPE cobra as mesmas medidas para a Prefeitura de Macei\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s gestantes que vivem na capital.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O Estado e o Munic\u00edpio dever\u00e3o efetivar as medidas de modo sistem\u00e1tico sempre que tal fato ocorrer, independentemente de qualquer provid\u00eancia judicial posterior. Para isso, ser\u00e1 necess\u00e1rio que os dois entes p\u00fablicos estabele\u00e7am um protocolo de fluxo para transfer\u00eancia a ser seguido pela Maternidades-Escola Santa M\u00f4nica e pelo Hospital Universit\u00e1rio Prof.Alberto Antunes\/UFAL sempre que houver parturientes excedentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201c\u00c9 urgente e imposterg\u00e1vel que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica esteja preparada para acolher todas as gestantes que, estando em trabalho de parto, recorram ao SUS, de maneira que lhe seja disponibilizado o atendimento adequado ao caso, com oferecimento de leitos em maternidade de risco habitual ou de m\u00e9dio ou alto risco, leitos de urg\u00eancia, leitos de UTI ou UCI neonatal, preferencialmente na rede p\u00fablica e na rede filantr\u00f3pica. Caso n\u00e3o haja o atendimento nestas unidades, ele deve ocorrer subsidiariamente nas que pertencem ao setor privado com fins lucrativos, mediante pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o pelo servi\u00e7o prestado, ou em outras localidades do pa\u00eds que previamente informem a exist\u00eancia de vagas\u201d, diz a a\u00e7\u00e3o assinada pela promotora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Superlota\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A Promotoria de Justi\u00e7a de Defesa da Sa\u00fade foi informada que, nos dias 30 e 31 de mar\u00e7o, a Maternidade-Escola Santa M\u00f4nica suspendeu o atendimento ao p\u00fablico em virtude da superlota\u00e7\u00e3o. Na ocasi\u00e3o, seis gestantes ficaram acomodadas em macas, cadeiras de pl\u00e1stico ou mesmo no ch\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Segundo a ger\u00eancia da maternidade, em of\u00edcio encaminhado ao MPE, \u201c a superlota\u00e7\u00e3o gera, al\u00e9m da falta de acomoda\u00e7\u00f5es adequadas, falta de medicamentos, enxoval, dificuldade de atendimento da demanda pelo quadro de recursos humanos, que j\u00e1 \u00e9 escasso, e que nessa situa\u00e7\u00e3o torna-se insuficiente para atender a demanda\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O Hospital Universit\u00e1rio tamb\u00e9m esteve superlotado nos meses de mar\u00e7o e abril, com gr\u00e1vidas ocupando todos os leitos e cadeiras reclin\u00e1veis nos corredores. A coordenadora da maternidade do hospital, L\u00facia Amorim, afirma que no dia 2 de abril a demanda por leitos era de 15 pacientes para apenas 10 vagas, enquanto que o setor de pr\u00e9-parto, com 12 leitos, j\u00e1 contava com 23 mulheres internadas, no aguardo da cirurgia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">J\u00e1 no 6\u00ba andar do hospital, a diretora adjunta do Hospital Universit\u00e1rio, M\u00e1rcia Rebelo de Lima, afirmou que existem 48 leitos para gesta\u00e7\u00e3o de alto risco, pu\u00e9rperas e alojamento conjunto, estando tais leitos sempre ocupados. Quanto aos leitos de UTI e UCI neonatal, Rebelo disse que possui 10 leitos de UTI, que t\u00eam mantido m\u00e9dia de 13 (treze) rec\u00e9m-nascidos internados, e 19 na UCI, que, \u00e0 \u00e9poca das informa\u00e7\u00f5es, contava com 16 beb\u00eas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":10962,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-11158","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11158"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11159,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11158\/revisions\/11159"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10962"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}