{"id":10604,"date":"2013-04-16T08:54:55","date_gmt":"2013-04-16T11:54:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=10604"},"modified":"2022-07-04T08:55:59","modified_gmt":"2022-07-04T11:55:59","slug":"mpe-se-reune-com-lideres-de-religioes-de-matriz-africana-e-discute-combate-a-intolerancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/?p=10604","title":{"rendered":"MPE se re\u00fane com l\u00edderes de religi\u00f5es de matriz africana e discute combate \u00e0 intoler\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Para os seguidores de religi\u00e3o de matriz africana, &#8216;Xang\u00f4&#8217;, orix\u00e1 da Justi\u00e7a, ajudou para que o evento desta ter\u00e7a-feira (16) fosse realizado. E o encontro foi, de fato, esclarecedor e teve um car\u00e1ter educacional importante. Durante toda a manh\u00e3, no terreiro Il\u00ea Ax\u00e9 Legionir\u00ea Nit\u00f3 Xoroqu\u00ea, localizado no complexo Benedito Bentes II, ocorreu a 1\u00aa reuni\u00e3o da 61\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a da Capital com pessoas ligadas ao Candombl\u00e9 e a Umbanda. O encontro foi proposto pelo titular da referida Promotoria, promotor Fl\u00e1vio Gomes da Costa, e teve o objetivo de apresentar o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual de Alagoas aos pais e m\u00e3es de santo e saber de que forma o MPE pode atuar no combate ao preconceito e \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosos.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8220;Resolvemos fazer a audi\u00eancia p\u00fablica numa casa de santo exatamente para mostrar aos representantes das religi\u00f5es afrodescendentes que n\u00f3s estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o deles para ajudar naquilo que for necess\u00e1rio. Vamos agir no sentindo de exigir o fim do preconceito contra os credos de matriz africana e trabalhar para que tais comunidades possam exercer a sua profiss\u00e3o de f\u00e9 em paz. O MPE quer respeito \u00e0 liberdade religiosa, acima de qualquer coisa\u201d, defendeu Fl\u00e1vio Gomes.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cEstamos muito felizes com essa iniciativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Apenas para que a sociedade tenha uma ideia do tamanho do preconceito que sofremos, h\u00e1 pessoas da nossa pr\u00f3pria religi\u00e3o que t\u00eam medo de dizer l\u00e1 fora que \u00e9 do Candombl\u00e9. Elas sabem que ser\u00e3o alvo da intoler\u00e2ncia de muitos cidad\u00e3os e, para evitar situa\u00e7\u00f5es constrangedoras, negam suas origens, o que \u00e9 p\u00e9ssimo para n\u00f3s. Com essa abertura que nos foi dada, a partir deste momento, j\u00e1 sabemos a quem devemos recorrer quando precisarmos\u201d, declarou a yalorix\u00e1 m\u00e3e Z\u00e1zi.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Para o superintendente de Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Geraldo Magela, o MPE foi pioneiro nesse tipo de comportamento. \u201c\u00c9 inovador. Nunca antes na hist\u00f3ria do Minist\u00e9rio P\u00fablico houve uma audi\u00eancia desse tipo dentro de um terreiro. Isso mostra que a institui\u00e7\u00e3o quer se aproximar do povo, independentemente de cren\u00e7a, ra\u00e7a, ideologia. Se o Estado j\u00e1 vinha contando com a parceria do MPE em determinadas situa\u00e7\u00f5es de intoler\u00e2ncia, agora ent\u00e3o, esses la\u00e7os ser\u00e3o estreitados, certamente. E garanto que a nossa parte continuar\u00e1 sendo feita de forma que consigamos atender aos anseios dessas comunidades\u201d, disse ele.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O encontro foi encerrado com a apresenta\u00e7\u00e3o de um ritual. \u201cFoi um momento de agradecimento pelo sinal de respeito e considera\u00e7\u00e3o repassamos a n\u00f3s. Finalmente teremos a oportunidade de mostrar para Alagoas que n\u00f3s fazemos parte de religi\u00f5es que tamb\u00e9m existem para trazer e levar o bem. N\u00e3o participamos de rituais de magia negra, n\u00e3o cultuamos o diabo e nem fazemos quaisquer coisas que possam prejudicar outra pessoa. Reverenciamos nossos orix\u00e1s, nossos cultos s\u00e3o aos desuses da natureza e todas as cerim\u00f4nias realizadas s\u00e3o para buscar energias positivas\u201d, esclareceu o pai Manoel, dono da casa de santo Il\u00ea Ax\u00e9 Legionir\u00ea Nit\u00f3 Xoroqu\u00ea.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Comunidades tradicionais de Matriz Africana lutam para se manter vivas<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 14pt;\">No processo de luta pelas suas sobreviv\u00eancias f\u00edsica, social e cultural, os seguidores de religi\u00f5es de matriz africana utilizam variadas estrat\u00e9gias para n\u00e3o deixar que seus credos caiam no esquecimento e se descaracterizem. &#8220;Eles continuam brigando pela preserva\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas tradicionais. Territ\u00f3rios de resist\u00eancia pol\u00edtica e cultural foram criados como espa\u00e7os de enfrentamento da viol\u00eancia, do fortalecimento da identidade, da mem\u00f3ria coletiva e de viv\u00eancia das tradi\u00e7\u00f5es de matriz africana. Entretanto, sobre essas comunidades, lideran\u00e7as e demais integrantes, tem incidido, historicamente, extrema brutalidade em fun\u00e7\u00e3o do racismo e suas mazelas, pela nega\u00e7\u00e3o de valor, de humanidade \u00e0 ancestralidade africana no Brasil e o MPE n\u00e3o vai aceitar que aceitar que esse tipo de preconceito continue existindo&#8221;, alertou Fl\u00e1vio Gomes.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":10605,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-10604","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-not_mpal"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10604"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10604\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10606,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10604\/revisions\/10606"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10605"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mpal.mp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}