Projeto “Segurança nas escolas”, do Ministério Público de Alagoas, tem aula inaugural de música para 80 estudantes de escolas públicas

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“O meu sonho sempre foi ser musicista, só não tinha tido ainda a chance de aprender a tocar um instrumento. Agora, tudo mudou. Vou usar as minhas tardes, onde não tenho atividade nenhuma, para me dedicar à flauta. Vou virar flautista e viver profissionalmente de levar música às pessoas”. A declaração de Alessandra Krísia dos Santos Bruno, de 15 anos, aluna do 9º ano da Escola Estadual Dom Otávio Aguiar, traduz bem o sentindo do projeto “Segurança nas escolas”, uma iniciativa do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) em parceria com várias instituições, dentre elas, a Polícia Militar. A aula inaugural do curso de música que faz parte dessa iniciativa aconteceu na manhã desta segunda-feira (13).

Assim como Alessandra, outros 79 estudantes de duas escolas públicas, a Escola Municipal Denisson Menezes e a Escola Estadual Dom Otávio Aguiar, vão ser beneficiados com as aulas de música que serão ministradas a partir desta terça-feira (14), na sede do 5º Batalhão da Polícia Militar. As atividades serão comandadas pelos instrutores da banda de música da PM e acontecerão de segunda a quinta-feira, sempre no contraturno escolar.

Os quatro promotores envolvidos no projeto participaram da solenidade que marcou a aula inaugural: Alexandra Beurlen, Rogério Paranhos, Dalva Tenório e Marluce Falcão. Os diretores das escolas também, assim como os oficiais que trabalham no 5º BPM.

“O livro de provérbios que está na bíblia nos diz que devemos ensinar às crianças o caminho que elas devem andar porque assim, quando forem jovens, não se desviarão dele. Então, aqui nesse projeto, estamos dando a vocês a oportunidade de trilhar um caminho do bem. Essa atividade foi pensada e criada para que aproveitem essa chance e possam ter a possibilidade de mudança de vida por meio da música. Abracem-a. Quem sabe vamos ver, dentro de pouco tempo, vários talentos descobertos? Tenham certeza que a música leva mais harmonia para onde quer que ela vá e nos ajuda a transmitir amor. E além de tudo isso, vocês ainda irão interagir com a Polícia Militar, essa instituição que tens papeis tão importante, tanto de proteger as nossas vidas, quanto de ensinar cidadania” declarou a promotora Marluce Falcão.

“A participação do Ministério Público nesse projeto é coordenar as instituições públicas e privadas que querem colaborar com o objetivo de garantir um ambiente seguro dentro das escolas, na comunidade escolar e nos entornos. O que estamos fazendo é ajudando a garantir a proteção de crianças e adolescentes por meio de ações educativas e, portanto, preventivas, evitando, assim, as más práticas”, completou a promotora de justiça Alexandra Beurlen.

“A semente está sendo plantada hoje e vai render bons frutos, temos certeza disso. O 5° Batalhão está situado numa área muito crítica de violência e trazer esse projeto pra cá significa dizer que podemos transformar esse cenário negativo. A música é uma possibilidade concreta de afastar crianças e adolescentes das drogas, da criminalidade. E vamos perseguir esse objetivo durante todo o tempo. Quero ver grandes instrumentistas se formando em breve. E vou mais além, já penso em novos projetos também, como construir uma pista de caminhada e corrida aqui dentro para que a população frequente mais nosso quartel”, comentou o major Mário Palmeira - Comandante do 5BMP.

O curso

O curso de música não tem data para ser encerrado. As aulas vão acontecer até que os alunos estejam preparados. E para que as atividades possam começar a acontecer, cada um deles vai receber uma flauta doce. “Os promotores que coordenam o projeto fizeram o apelo e nós conseguimos mobilizar vários colegas. Em apenas um dia, o dinheiro para a aquisição das 80 flautas já estava arrecado. E isso só aconteceu porque os membros do Ministério Público acreditaram na iniciativa e no poder transformador que ela tem”, declarou Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, procurador-geral de justiça.

As aulas vão ocorrer sempre no contraturno escolar, às segundas e quartas, e às terças e quintas, ou seja, no horário em que os estudantes não estejam mais em sala de aula. E para permanecer no projeto, eles vão precisar tirar boas notas. “Eu juro que serei um bom aluno, tanto no colégio, quanto nas aulas de música. O projeto é muito legal”, disse o pequeno Paulo Henrique Almeida dos Santos, de 10 anos, estudante do 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Denisson Menezes.

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